sexta-feira, 28 de outubro de 2011

"O que houve foi uma total desconsideração do partido majoritário"

 O voto dos evangélicos; e os valores cristão por Paulo Henrique (PH)
Na eleição de 2010, o fato novo, segundo os especialistas políticos, foi o surgimento, nos últimos 20 a 15 dias que antecederam o 1º turno, da candidata evangélica Marina Silva como opção anti-plebiscito, sendo a opção de voto útil em questão do primeiro e segundo turno, baseado no voto cristão: em defesa da vida e da família. Para nós do PRB de Santa Catarina, não foi novidade. 


Mesmo sendo ambienta-lista segmentar,  a então candidata Marina Silva, focou o seu discurso em algo palpável, que nenhum dos dois candidatos polarizados pela mídia (Serra e Dilma), exploraram com seriedade. Aja vista os resultados das últimas campanhas eleitorais no Brasil: Em 2002, o candidato do PSB-RJ, Anthony Garotinho levou o voto dos evangélicos. Em 2006, o voto dos católico explicou o crescimento de Alckmin PSDB-SP e sua ida ao segundo turno, de maneira que, penso que, não houve novidade na importância do voto de valores cristãos na campanha presidencial de 2010 nem no primeiro e nem no segundo turno. 


Há meu ver, o que houve foi uma "total desconsideração" do partido majoritário (PT) com o segmento evangélico, principalmente em Santa Catarina. Marina Silva, não sinalizou para o voto evangélico no inicio de sua campanha, preferiu focar na marca da sustentabilidade ambiental e na agenda do século 21. 

Entretanto, como evangélica da Igreja Assembléia de Deus, portanto, com opinião pontual em relação aos valores da vida e da família, foi identificada pelo segmento evangélico como a candidata ideal para atrair os eleitores com este perfil, uma vez que, a candidata Dilma (PT),  já havia se posicionado favoravelmente em relação a questão do segmento dos GLS.



O candidato Serra (PSDB), no primeiro turno, não arriscaria defender abertamente uma posição do segmento evangélico, temendo ressuscitar a questão segmentar: Evangélicos x católicos, e com isso descer ainda mais nas pesquisas. No segundo turno, a visão foi outra: Foi o famoso vale tudo.

Os senadores evangélicos eleitos: Marcelo Crivella (PRB/RJ), Magno Malta (PR/ES) e Walter Pinheiro (PT/BA) foram "convocados" para percorrerem o Brasil em visita as suas bases segmentar. A missão era desmentir os boatos publicados na internet sobre a então candidata Dilma. 



A coordenação da candidata (Dilma) em Santa Catarina, convocou o PRB  para dar sustentabilidade de última hora, nesta questão. O que o fizemos sim, mas por questão de "fio de bigode". 

Não posso deixar de registrar, entretanto, o meu desconforto com a situação, uma vez que, penso que se tal medida tivesse sido realizada  antes do 1º turno, certamente garantiria, senão a eleição dos nossos candidatos proporcionais, com certeza, uma votação mais expressiva, visto que, muitos de nossos votos segmentados foram para candidatos que apoiaram a Marina Silva e o Raimundo Colombo, que obtinha candidatos a deputados evangélicos em sua coligação. 



Fato é: Depois de 8 anos de um governo populista, com altíssimos índices de aprovação, o tema que decidiu a eleição de 2010, não foi a popularidade do presidente Lula, como o PT em Santa Catarina, depositou todas as fichas no 1º turno, mas sim, o voto dos evangélicos e os valores cristãos.


Por Paulo Henrique (PH)


Fonte: Blog do PH  www.paulohf10.blogspot.com

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