segunda-feira, 26 de março de 2012

A mulher do terceiro milênio

Ledi Teixeira é diretora de Qualificação Profissional e Cidadania da Fundação de Atendimento Socioeducativo e presidente do PRB Mulher-RS 
Quando se fala no papel da mulher na sociedade, sempre se pensa na dupla jornada. Na mãe que trabalha e ainda é responsável por cuidar do lar e da família. Há algum tempo, a esse duplo papel da mulher, se acrescentou mais um: o da participação política, trazendo para um universo eminentemente masculino uma forma mais sensível de ver e atuar pela e para a sociedade.


A presidente do PRB Mulher do Rio Grande do Sul, Ledi Teixeira, é um exemplo da mulher do terceiro milênio, disposta a encarar a tripla jornada. Diretora de Qualificação Profissional e Cidadania da Fundação de Atendimento Sócio – Educativo (Fase) gaúcha, ela trabalha na preparação dos profissionais que tentam resgatar a cidadania e a realocar na vida social meninos e jovens infratores. 


Um trabalho que para muitos já seria visto como um sacerdócio de difícil execução, ainda mais quando em conjunto com a vida pessoal. E não é que Ledi ainda arruma tempo, dedicação e talento para incentivar mais mulheres a desenvolver atividades políticas? Como conciliar o tempo? Pensando como ela: sempre preocupada com o futuro, sem esquecer o passado e sem descolar da realidade do presente.



1) Como está o processo de filiação partidária no Estado?

Ledi Teixeira – Em pleno andamento. Nós estamos cumprindo um cronograma de visitas aos municípios do interior e temos sido muito bem recebidos. Há um respeito e uma atenção especial para com o PRB, o que nos permitiu cumprir nossa meta de dobrar o número de filiados no estado. Mas nem por isso nos acomodamos e paramos com o trabalho de continuar a prospectar novos filiados, desde que estes estejam imbuídos dos ideais republicanos.

2) Hoje, o Brasil tem uma presidente e várias ministras. Mesmo assim, a participação feminina, em termos percentuais, na política ainda pode ser considerada pequena. Por quê?

Ledi Teixeira – Acredito que exista um movimento gradual da mulher em busca de uma maior participação política. Esta movimentação, no entanto, ainda é acanhada. Temos que lembrar que esse é um processo histórico. Foi preciso se livrar do jugo masculino, sob o qual a mulher era uma propriedade do pai e do marido, para depois enfrentar a pressão pelo mercado de trabalho em igualdade de condições. Todas essas conquistas foram feitas com iniciativas e mobilizações políticas da mulher. Então, podemos dizer que sempre houve participação política. Com relação à representatividade, sim, ainda vivemos em um universo eminentemente masculino. Muito até por conta da dupla jornada. Imagine que temos que ser profissionais e ainda cuidar de casa. É normal que sobre pouco tempo para as atividades políticas. Mas isso está mudando. E, no futuro, a tendência será, inevitavelmente, de paridade também na representatividade.

3) Existe uma diferença entre a mulher política e o homem político?

Ledi Teixeira – Homens e mulheres são diferentes. Não só física, mas psicológica e socialmente, como fruto das experiências sociais diversas. É normal então que ocorram, sim, diferenças. Além disso, o homem tem maior know how político. Para o bem e para o mal. A mulher ainda está engatinhando nessa experiência. Com raríssimas exceções, nossa participação em sistemas de democracia representativa remonta ao século passado. Com o tempo, o modo de ver o mundo feminino será parte da política. Seja por trazermos mais sensibilidade a determinadas questões, seja por nossa capacidade de aglutinação. Por isso, digo que há sim uma forma feminina de fazer política. O que nem de longe quer dizer mais frágil, ou subserviente.

4) Quais suas expectativas com relação às próximas eleições no Rio Grande do Sul?

Ledi Teixeira – Estamos trabalhando com bastante empenho e dedicação no fortalecimento de nossa militância feminina. Temos recebido ótima receptividade a esse trabalho. Já temos mais de 100 mulheres inscritas no próximo processo eleitoral do estado, prováveis candidatas a vereadora, a prefeita. Isso tudo atendendo às preocupações do presidente do partido em nosso estado, Carlos Gomes, que é de ampliar nossos quadros sem esquecer a questão qualitativa. Por isso, realizamos cursos e palestras voltados à mobilização política, marketing eleitoral, legislação e outros temas. E, na medida em que damos maior visibilidade às mulheres, atraímos novas eleitoras e também seus familiares, que se identificam com nossas propostas e metas. Também está contribuindo muito a visibilidade que o partido tem conseguido com a atuação do nosso presidente nacional, Marcos Pereira, da nossa bancada no Congresso e nos estados, e agora com nosso ministro, Crivella.

5) Para a senhora, ser 10 é...
Ledi Teixeira – Antes de mais nada, uma honra. E um compromisso, o de procurar sempre fazer o melhor.

Por Paulo Gusmão
Foto: Douglas Gomes
Fonte: PRB Nacional
Postado por: PH


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