sexta-feira, 14 de outubro de 2011

PRB propõe desconto em combustíveis para taxistas e caminhoneiros

Deputado federal Márcio Marinho (PRB-BA)


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1259/11, do deputado Márcio Marinho (PRB-BA), que obriga os postos de gasolina a conceder desconto de 25% no preço dos combustíveis vendidos a taxistas e caminhoneiros autônomos. Conforme o texto, esse desconto será ressarcido aos postos pelas distribuidoras, mediante apresentação mensal de demonstrativo das vendas efetuadas com abatimento.



Para receber o benefício, os motoristas interessados deverão cadastrar-se nos sindicatos da categoria e nas distribuidoras de combustíveis, que emitirão credencial informando a placa de um único veiculo por credenciado e o número da carteira de habilitação, entre outros dados. Essa credencial será válida em todo o território nacional por  dois anos.
Segundo Márcio Marinho, a proposta beneficiará uma classe trabalhadora sobrecarregada com os custos de manutenção do veículo. “Além dos altos encargos a que estão submetidos, os trabalhadores autônomos pagam elevados pedágios e a qualidade de nossas rodovias e vias urbanas têm agravado a situação”, afirma.O projeto encarrega ainda a Agência Nacional do Petróleo (ANP) de exercer o controle do sistema de cadastro para concessão de desconto. 
Projeto idêntico (PL 6318/09) foi arquivado no fim da legislatura passada, pelo fato de sua tramitação não ter sido concluída.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: "Agência Câmara de Noticias"

Íntegra da proposta:

Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Wilson Silveira 
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PRB fixa normas para a pesca de lagostas

Deputado Cleber Verde (PRB-MA)

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1260/11, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que estabelece critérios para a concessão de permissões e autorizações para a pesca de lagostas. O objetivo principal da proposta é coibir a pesca predatória do animal.

O autor acredita que a medida também terá impacto imediato na preservação da espécie e, consequentemente, na sobrevivência de pescadores artesanais.
O projeto cancela as atuais permissões e autorizações, independentemente dos prazos de vigência. Os novos documentos serão concedidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). A concessão de permissões de pesca e captura de lagostas ficará limitada anualmente ao número de embarcações que corresponda ao esforço de pesca de 30 milhões de covos (espécie de gaiola) por dia. Esse número já está previsto na Instrução Normativa 144/07 do Ibama.
A proposta estabelece ainda que 80% das permissões serão concedidas a embarcações não motorizadas. O Ibama só poderá delegar a concessão das certificações das embarcações ou permissão de pesca às colônias de pescadores.
Conforme a proposta, a pesca ou a captura da lagosta sem a devida permissão será crime ambiental, sujeito a pena de detenção de seis meses a um ano e multa.
Tramitação

O projeto será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Seguirá depois para a análise do Plenário.
Fonte: "Agencia Câmara de Notícias"
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Lei de anistia dos bombeiros militares foi ampliada a Santa Catarina


A Lei de anistia dos bombeiros militares que participaram de movimentos grevistas por melhorias salariais no Estado do Rio de Janeiro, no mês de junho deste ano, foi sancionada pela Presidente Dilma Rousseff. A Lei surgiu de projeto de autoria do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e relatoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que apresentou 4 emendas aprimorando a matériade forma que pudesse ser rapidamente apreciada pelos senadores e deputados federais. Em apenas 4 meses a Lei foi aprovada nas duas casas do Congresso Nacional.

Senador Marcelo Crivella PRB/RJ

            A anistia, que no projeto original alcançava apenas os bombeiros militares do Rio de Janeiro, foi ampliada para os policiais e bombeiros militares dos Estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Mato Grosso, de Minas Gerais, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Rondônia, de Roraima, de Santa Catarina, de Sergipe e do Tocantins e do Distrito Federal.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Prefeito de São José SC mais fortalecido: PRB ingressa na base.

Coordenador Jeronimo Alves, prefeito Djalma Berger e o novo presidente municipal Antonio C Machado

Nesta quinta-feira, dia 13 de Outubro o Prefeito da cidade de São José, Djalma Berger reuniu  lideranças da base aliada para apresentar a incursão do PRB no governo josefense. Estiveram presentes representantes do PMDB, PDT, PT alem da executiva estadual dos Republicanos brasileiros na pessoa do coordenador geral do estado, Jeronimo Alves e imprensa. O encontro aconteceu as 16 horas na sala de reunião da prefeitura:
-Quero reiterar aqui meu compromisso com o PRB que a partir de hoje vai poder contribuir com seu trabalho, ideias e sugestões não só na minha gestão mas também no processo de organização da cidade de São José. Com esse grupo, não tenho duvidas de que iremos transpor os desafios que virão. Disse o prefeito.

Na oportunidade, o coordenador politico Jeronimo Alves apresentou o novo presidente do PRB de São José, Antonio Carlos Machado (ex PTB). Antonio é conhecido no mundo politico como Romario. Alves também falou da satisfação do seu partido integrar a base do governo:
- Estamos muito satisfeitos com o convite do prefeito em caminhar com este grupo vitorioso  e dizer que o substantivo que mais se assemelha aos ideais do nosso partido chama-se trabalho. É mais uma empreitada que nos motiva e nos impulsiona rumo aos nossos objetivos. A vinda do Romario para as fileiras do partido é um exemplo clássico desse pensamento.  
Ao final do evento, todos se abraçaram e posaram para os fotógrafos.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Alfonso Horstert assume a Presidência do PRB em Gaspar


O Restaurante "Questão de Gosto" no Centro de Eventos Bungue, foi o local escolhido pela Executiva Municipal de Gaspar para oficializar a posse do novo Presidente Municipal e nova comissão no Município. O Coquetel do PRB de Gaspar foi um Sucesso!
Secretário Municipal Alfonso Horstert 
Entre autoridades, filiados e representantes do Governo Municipal, foi contabilizado mais de 70 pessoas que vieram prestigiar o evento do PRB. O novo Presidente do PRB de Gaspar Alfonso Horstert em seu discurso, comentou que o projeto do partido é unificar forças com o atual Governo, pois sabe que, é o melhor para Gaspar, e o compromisso do partido é com a comunidade Gasparense, para uma Gaspar melhor, nota 10. Novos e antigos filiados, lideres comunitários, pré-candidatos, imprensa e simpatizantes compuseram o seleto grupo de convidados em destaque o Presidente Estadual do PRB Paulo Henrique PH, a vice-Prefeita de Gaspar Mariluci Deschamps Rosa (PT), o Chefe de Gabinete do prefeito Doraci Vanz, o Procurador Geral do Município Dr. Mário Mesquita e a Presidente do PT de Gaspar Sra. Julita Schramm.
A Vice-prefeita enalteceu a força do PRB na cidade, afirmando que o caminho é quebrar paradigmas, como o de que historicamente, nunca houve uma releição em Gaspar; e o PRB ajudará e muito no processo

Por: Paulo Henrique - PH
Foto: PRB de Gaspar

Maiores informações no site do PRB de Gaspar: www.prbgaspar.no.comunidade.ne

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“Do jeito que vai sendo conduzida, a reforma política pode virar só uma colcha de retalhos”.

O líder do PRB na Câmara dos Deputados, Vitor Paulo (PRB/RJ), é um dos mais ardentes defensores de mudanças nas regras do “fazer política” no Brasil. Para ele, é imprescindível uma mudança no arcabouço político de forma a garantir o fortalecimento dos partidos, a ampla participação dos cidadãos e o comprometimento dos políticos. “Acreditar que só a mudança nas regras vai acabar com a corrupção é uma tolice. Quem fez caixa 2 vai continuar fazendo e quem nunca fez não fará”, adverte o líder republicano antes de fazer uma constatação: “Do jeito que vai sendo conduzida, a reforma política pode virar só uma colcha de retalhos”.


Deputado Federal Vitor Paulo (PRB/RJ)



1 - Para senhor, como líder do partido, a reforma política é uma prioridade?
Vitor Paulo - A reforma política foi apresentada pela presidente da República, durante sua posse, como uma das prioridades do governo. A presidenta Dilma Rousseff fez uma espécie de convocação, para que toda a base se empenhasse nesse projeto. Logo depois, foi criada a comissão especial de reforma política, cuja relatoria dos projetos coube ao deputado Henrique Fontana, do PT. Como membro da comissão, fiz parte de dezenas de audiências públicas. Fui o autor do requerimento de realização da audiência pública em meu estado, o Rio de Janeiro. Em resumo, os republicanos mergulharam de cabeça no projeto, pois o Brasil inteiro está acompanhando essa reforma com uma expectativa muito grande. Por quê? Se olharmos no ranking das instituições de credibilidade do País veremos que o descrédito com a classe política é muito grande. Há, portanto, uma esperança de que a reforma vá modificar esse quadro, afinal , quando você diz reformar, você diz demolir e construir de novo. Essa reconstrução está baseada em dois alicerces: a reforma eleitoral e a política. Deles, emergem questões como o financiamento público das campanhas, o sistema de voto em listas, a reformulação e fortalecimento dos partidos, calendário eleitoral, fim de coligações etc. Hoje, está pronto um resumo das propostas que estão ainda sendo debatidas, mas que ainda carecem de consenso como o financiamento público exclusivo das campanhas.

2 - Como o senhor avalia essa questão do financiamento público exclusivo das campanhas?
Vitor Paulo - Estou convencido de que o financiamento público ajuda e muito no conceito de dar amparo legal à obtenção dos recursos necessários para as campanhas. Como brasileiros, estamos estarrecidos com o volume de notícias sobre dinheiro de campanha aqui, um suborno ali, uma licitação com superfaturamento acolá. Por quê? Porque o candidato, seja qual for, de presidente a vereador, tem que ir atrás de recursos para sua campanha. A maioria dos candidatos ou pré-candidatos não tem dinheiro para isso.  A lei, hoje, permite o financiamento privado, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Agora, sejamos claros, empresário não faz favor para ninguém. Empresário faz negócios. Então, quando ele se propõe a doar, seja ao partido ”A” ou “B”, pode, mais adiante, querer o retorno daquilo que investiu. Aí está o perigo, nesse retorno. Isso porque as empresas no Brasil de modo geral, mas principalmente no ramo de construção, não apresentam grandes lucros, esmagadas que são pela nossa altíssima carga tributária. Como é que ela vai doar? Então, para recuperar o dinheiro aplicado, muitas vezes vêm os aditivos absurdos, o superfaturamento etc. Agora, não vamos ser inocentes e acreditar que o financiamento público exclusivo de campanha vai resolver isso sozinho. É preciso fortalecer os mecanismos de fiscalização, com a ampliação dos quadros dos tribunais de contas, do MP. O financiamento público não vai acabar com o caixa dois. Quem faz vai continuar fazendo, quem não faz vai continuar sem fazer. Além disso, também vemos um contrassenso na questão. O Governo federal está se esforçando para conseguir recursos necessários para a saúde. O governo não tem recursos e nós, da base aliada, estamos buscando formas de assegurar a melhoria do sistema universal de saúde com fontes de recursos que não onerem ainda mais nosso setor produtivo. Essa é uma das principais preocupações da presidente Dilma, que chegou a dizer que não quer fazer uma emenda 29, mas propor uma 58, com o dobro dos recursos, desde que consiga esses recursos. Então, se não há recursos suficientes para isso e a presidente está convencida de que a emenda 29 não resolve os problemas da Saúde no Brasil, nós, do PRB, estamos convencidos de que o financiamento público exclusivo de campanha não vai resolver o problema da reforma política no País. Nossa proposta é que não apliquemos os poucos recursos que existem no orçamento público para bancar 100% da campanha política. Nós propomos o financiamento misto. O horário eleitoral e os programas gratuitos não são com dinheiro público? O fundo partidário não é com dinheiro público? Mantenhamos esses canais e criemos um limite de doações exclusivas para pessoas físicas restrito a 10% do que elas ganharam no ano fiscal anterior. Assim, você tira as empresas desse processo e ajuda e a melhorar a fiscalização sem esvaziar os cofres públicos já tão onerados. Afinal, também não temos o direito de inviabilizar a participação política do cidadão que quer ajudar seu partido ou candidato. Da mesma forma, não temos o direito de tirar dinheiro de outras áreas como educação, saúde...

3 - O anteprojeto mantém o calendário eleitoral com as eleições para prefeito e vereador separadas das de governador, presidente e Congresso. Não seria a chance de unificar o calendário eleitoral?
Vitor Paulo - Existia no projeto uma perspectiva de unificarmos as eleições. Nós entendemos que as eleições de dois em dois anos ficam muito caras. Nosso objetivo era fazer uma coincidência de mandatos. Para isso, chegou a ser discutida uma coincidência com mandatos de cinco anos sem direito a reeleição. Essa é uma discussão salutar. Não tenho dúvidas de que mais cedo ou mais tarde teremos que enfrentar essa questão que não está contemplada no anteprojeto. Isso é uma das amostras de um processo que tem deixado o PRB preocupado. As discussões em torno da reforma estão muito em cima do “isso aqui pode, isso aqui não”. Meu medo é de que no lugar de uma reforma você tenha uma colcha de retalhos, cheia de emendas e não um sistema como um todo. Eu não estou acreditando que será feita uma ampla reforma política no Brasil. Como eu não acredito que vão acabar as coligações proporcionais.

4- Não seria um contrassenso propor o final das coligações, mas propor a criação das federações?
Vitor Paulo - Não, porque hoje as coligações têm um caráter oportunista. O partido “X” não tem ninguém para candidatar e se une para aumentar o horário político de “Y” e em troca obter cargos. Essa moeda de troca vai desaparecer ou pelo mesmo ficar bem desvalorizada com as federações, já que as coligações podem ser feitas de forma casuística em até três meses antes das eleições. Com as federações, o prazo será de três anos. Elas, as federações, até por esse tempo, vão envolver um mínimo de identidade programática. Com as federações não será possível a aliança, por exemplo, entre o suprassumo do neoliberalismo e os mais radicais dos socialistas, como as coligações  permitem. Com a federação você vai ter discussões profundas sobre o que identifica os partidos e não a mera conjuntura eleitoral e o oportunismo. Como você necessariamente vai conviver durante três anos com um ou mais partidos, terá que procurar pontos de identidade programáticos.

5 - Outra proposta que consta da reforma é a adoção do sistema misto de eleição dos proporcionais, metade pela lista partidária e metade nominal. Como o PRB avalia essa mudança?
Vitor Paulo - Essa é uma das propostas mais interessantes do anteprojeto porque você fortalece a legenda e fortalece os quadros na lista que é definida pela seleção do partido, a partir de modelos  de escolha democráticos em cada estatuto das legendas. Nada mais justo do que o partido ter algum tipo de ascendência sobre a escolha dos candidatos, já que o partido é dono do mandato, na interpretação até do Supremo.  Ao mesmo tempo, você oxigena o partido permitindo que a população também escolha livremente com quem mais se identifica. Pela forma mista, você vota no candidato e na legenda. Você mantém o voto direto, em que o eleitor escolhe seu candidato. Se você fizer só a lista fechada , na verdade, está criando uma eleição indireta em quem o partido indica. Com o sistema misto você mantém o seu voto direto e ao mesmo tempo fortalece o partido com outra indicação na legenda. E veja que interessante: os votos não são vinculados. Eu posso votar no candidato da sigla “A” e votar na legenda B, por exemplo. Em resumo, essa proposta fortalece os partidos sem tirar do eleitor seu direito de votar neste ou naquele candidato.
6 - No anteprojeto, também estão previstas mudanças na suplência dos senadores. Essa proposta também agrada ao PRB?
Vitor Paulo - Tenho certeza absoluta de que a população discorda da maneira como a suplência dos senadores se dá. Para eleger um presidente ou governador, você tem a opção de conhecer os vices, que são submetidos ao crivo partidário e até suprapartidário, como no caso das coligações. Mas com o senador, que também é uma eleição majoritária, com um mandato ainda maior do que o de presidente, a escolha é feita de forma pessoal pelo candidato que indicará quem será o seu suplente. Não é possível isso. O candidato ao Senado se elege, vai ocupar um cargo de ministro e deixa no Senado, seu filho, sobrinho, esposa, financiador de campanha.  Isso é anacrônico. Sou favorável à mudança impedindo inclusive que sejam indicados parentes de até terceiro grau. Agora, a proposta que se apresenta quer que a substituição do senador seja feita pelo deputado federal mais votado da sigla. Não sei se é a opção mais acertada. Acho que cabem mais discussões, afinal são eleições diferentes. Uma proporcional e a outra majoritária. Quem escolhe os candidatos a Senado é o partido, já o deputado é selecionado, mas qualquer filiado teoricamente pode ser. Essa discussão deve ser revista. Eu, particularmente sou a  favor de que o partido selecione quem é o candidato ao Senado, assim como candidatos a  primeiro suplente e segundo suplente.
7 - A proposta também muda as especificações para os projetos de inciativa popular?
Vitor Paulo - Os mecanismos de democracia participativa têm que ser ampliados e simplificados. A proposta evolui na busca pela simplificação. Há discussões  sobre os números.  No Projeto de Lei Ordinário, de iniciativa popular, pelo projeto, seriam necessárias 500 mil assinaturas. Uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) precisaria para ser apresentada ao Congresso com um milhão e meio. O PRB ainda vai discutir esses números e não fechou questão, mas o mecanismo deve ser aprovado.  

8 - Há quem veja na proposta uma forma de fortalecimento das siglas já consolidadas e de enfraquecimento ou até inviabilização dos pequenos partidos. Qual o impacto da proposta no futuro do PRB?
Vitor Paulo - Eu vejo no modelo que está sendo apresentado, em determinados itens, a reativação de critério que motivaram a cláusula de barreira de 5%, inviabilizada pela decisão do STF. Por motivos óbvios: a cláusula feria a própria liberdade de associação política prevista na Constituição. À época, a cláusula permitiria que os partidos maiores continuassem a crescer e os menores desaparecessem. Observe que o modelo de legislação eleitoral brasileira pós-redemocratização tem dois momentos. Um, quando todos os partidos tinham registros provisórios, com uma liberdade até perniciosa; e outro quando começam as barreiras que poderiam inviabilizar o surgimento e o crescimento de novas siglas. Claro que não é um número grande de partidos que fortalece a democracia, mas sim a qualificação dos mesmos. Você não pode impedir a formação de novos partidos. Isso é liberdade. Isso é democracia.  Vejo com apreensão algumas medidas que, se aprovadas na reforma, podem significar uma nova cláusula de desempenho. Quem tem que avaliar esse desempenho e suprimir ou efetivar os partidos na vida política brasileira é o eleitor. Veja o caso de partidos que, mesmo menores, conseguem quadros relevantes. Se fossem adotadas as cláusulas de barreira, como queriam os defensores da redução do número de partidos, esses quadros não apareceriam ou estariam condenados ao ostracismo político. Com cláusulas de barreira, o PT, partido da presidente, não cresceria. Não seria nem sombra do partido que é hoje. O partido pequeno não é pior. Ele  só não tem acesso ao tempo de televisão, ou ao fundo partidário de forma a expor suas ideias.  Não é a quantidade, mas a qualidade da formação partidária que deve ser alvo de uma reforma política profunda. O Brasil é um país amplo e a disseminação de partidos tem tudo a ver com nossa pluralidade.
9 - Como as discussões sobre a reforma estão sendo conduzidas no partido?
Vitor Paulo - O PRB, em 2009, em sua convenção nacional, apresentou o projeto de reforma política que era o ideal para nosso partido. O vice-presidente José Alencar, o senador Marcelo Crivella e outras lideranças do partido participaram intensamente dessas discussões, das quais surgiu um projeto de reforma politica que consideramos o melhor para o País. Um projeto que está assentado nos ideais republicanos da democracia representativa e popular. Na pluralidade de opiniões e no combate a práticas que favorecem ou estimulam a corrupção. No final do ano passado, apresentamos esse projeto. Ao recebermos o atual anteprojeto do deputado Henrique Fontana, do PT, nós identificamos muitos pontos coincidentes com nossa proposta e outros absolutamente contrastantes. Então, estamos rediscutindo de forma a apresentar destaques e emendas que contemplem aquilo com que concordamos e achamos ideal e localizem pontos comuns para contornar as divergências. Isso é democracia. Estivemos reunidos na última semana de agosto.  Vamos ter outras reuniões para que, na segunda quinzena do mês de setembro, apresentemos ao relator o que o partido entende como contribuição ao projeto. Até porque, se este projeto for imposto, não teremos uma reforma, mas um desfavor à vida política do País.  

Por Paulo Gusmão
Fonte: PRB Nacional
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"Ser republicano é estar onde o povo está"

Gilmaci Santos é o presidente do PRB em São Paulo e garante que o partido trabalha para eleger um número significativo de parlamentares na próxima eleição. Em São Paulo, a expectativa é passar dos atuais dois prefeitos para, no mínimo, 20. Nesta entrevista, o dirigente diz que faz política com o enfoque voltado para o povo, o necessitado e o desamparado. Ao final, confira uma breve biografia deste republicano.


Deputado estadual Gilmaci Santos


1- Qual o futuro do PRB em São Paulo?

Gilmaci Santos - O futuro do PRB no Estado de São Paulo, na minha opinião e levando em consideração o nosso trabalho, é promissor. Nas eleições municipais de 2008, estávamos em uma situação precária, em que o PRB tinha acabado de ser homologado, não tivemos tempo hábil para instituir o partido em muitos municípios. Na época, muitos deles foram formados para que apenas constasse que a sigla existia; muitos municípios não tiveram candidatos a vereador e, mesmo assim, nós conseguimos eleger um número significativo de vereadores e alguns prefeitos também. Estamos trabalhando para que, no mínimo, formemos 400 diretórios em um universo de 645 municípios, chegando a esse número, acreditamos que elegeremos um número significativo de vereadores, prefeitos e vice-prefeitos.

2- Como será a sucessão? Os que estão em mandato serão novamente candidatos?

Gilmaci Santos - Acreditamos que, dos 90, todos terão condições de voltar. Nós os apoiaremos e daremos condições para que continuem conosco, para que venham à reeleição pelo partido. Acredito que todos voltem a ser eleitos.

3- Quais são as metas do partido para as próximas eleições?

Gilmaci Santos - A meta é dobrar o número que fizemos na última eleição porque nós acreditamos que podemos chegar mais longe. Creio que conseguiremos chegar, no mínimo, a 20 prefeitos (atualmente são 2) e 200 vereadores em todo o Estado de São Paulo. Essa é, sim, uma meta possível, não é algo absurdo e iremos lutar para alcançar esses números.

4- A Capital São Paulo terá candidatura própria?

Gilmaci Santos - Nenhum partido fechou os nomes dos candidatos ainda, alguns até têm algumas questões encaminhadas, mas nada certo. O PRB-SP ainda não pode afirmar que terá ou não um candidato próprio, mas é um partido como os outros, com metas e ambições e também tem o desejo de governar a Capital de São Paulo. Mas, para isso, precisamos de nomes e lideranças; já estamos conversando com alguns e ainda não descartamos a possibilidade de lançar uma candidatura própria.

5- O PRB estará em qual base de apoio aqui na Capital e nos municípios?

Gilmaci Santos - Nós damos sustentação ao atual governo do Estado, mas não quer dizer que isso ocorrerá também nos municípios. Cada município tem a sua história e peculiaridade, e estamos trabalhando para que cada um possa fazer a melhor aliança possível para o PRB. É lógico que teremos algumas exceções, mas hoje a visão é de que cada município tome a sua própria decisão.

6- Pensando mais à frente, a ideia é chegar ao governo do Estado com uma candidatura própria?

Gilmaci Santos – O PRB não somente quer chegar ao governo do Estado, como quer alcançar a presidência do Brasil. Sabemos que é uma caminhada longa. Não é um processo em curto prazo mas, sim, em longo. Na verdade, tudo vai depender das novas lideranças que chegarão ao partido. O PRB ainda é um partido novo, fez 6 anos recentemente e eu acredito que mais nomes e lideranças irão chegar. E por que não pensar que em 2014 podemos ter um nome para disputar o governo do Estado? Não podemos descartar essa possibilidade, mesmo porque estamos trabalhando para isso.

7- Qual será o foco de atuação do PRB nessa eleição?

Gilmaci Santos - O PRB-SP tem que atuar dentro do que a presidência do partido nacional tem orientado os diretórios regionais e municipais. Nossa meta de campanha é fazer uma política voltada ao povo, ao necessitado e ao desamparado. Viveremos aquilo que o partido realmente representa – o republicanismo. Ser republicano é estar onde o povo está, seja no gueto, na favela, é estar com o povo sofrido. Temos que levantar a bandeira, sustentar e caminhar com esse ideal do republicanismo para que possamos tentar mudar a situação da política atual; e se fizermos isso primeiro nos municípios, chegaremos ao nível nacional. A ideia é orientar nossos filiados e candidatos para que defendam a bandeira daqueles que têm menos condições e estão desamparados.

8- Os nomes já estão definidos nos municípios?

Gilmaci Santos - Não todos; alguns até estão definidos, outros ainda estão fechando os grupos, mas teremos todo o quadro definido do Estado de São Paulo apenas no dia 15 ou 20 de outubro. O prazo final é o dia 7 de outubro.

9- Quais tipos de lideranças vocês têm procurado para representar o PRB nos municípios?

Gilmaci Santos - Diversas, não temos apenas um segmento específico. Já possuímos lideranças comunitárias e políticas, profissionais liberais. Queremos líderes para que o partido não seja apenas instituído, mas tenha condições de disputar e vencer as eleições.

10- Como será o apoio da Executiva estadual aos municípios nessa próxima campanha?

Gilmaci Santos - Temos procurado regionalizar os diretórios municipais para que fiquem mais próximos. Nosso Estado é muito grande; para se ter uma ideia, temos municípios que estão a mais de 700 km de distância da Capital. Um contato mais próximo fica difícil se não houver a regionalização. Teremos contato mensal ou trimestral através de encontros, e sempre que for possível essa liderança será atendida para que possamos saber das necessidades daquela cidade. Assim será mais fácil ter contato com os problemas de todas as regiões.

11- Há algum nome de destaque que sairá em 2012 e que já pode ser adiantado?

Gilmaci Santos - Estamos trabalhando e em algumas cidades iremos disputar prefeituras com grande possibilidade de eleger nossos candidatos, e isso em cidades grandes e médias. Atualmente, estamos com uma conversa muito boa na cidade de Osasco e lá poderemos até ter uma candidatura própria, uma pessoa que tem possibilidade de se eleger. Estamos conversando e é possível que nos próximos dias isso já esteja fechado. Osasco se destaca no Estado, pois hoje possui quase 1 milhão de habitantes; se isso ocorrer, o partido será muito fortalecido.

12- O senhor acha que o PRB São Paulo já chegou aonde queria?

Gilmaci Santos – Não. Eu acredito que nessa eleição de 2012 daremos passos importantes em direção ao que queremos alcançar.

Por Amanda Fischer

Biografia de Gilmaci Santos:

Gilmaci Santos é deputado estadual pelo PRB e presidente estadual do partido. Nasceu em 16 de março de 1961, em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Aos 11 anos de idade foi viver na cidade de Osasco, na grande São Paulo. Moleque da fazenda e com uma família consideravelmente grande – são ao todo dez irmãos –, com apenas 14 anos começou a trabalhar.
Gilmaci atuou no setor do comércio varejista, também foi vice-presidente da ABC – Associação Beneficente Cristã. Em 1987, passou a se dedicar ao trabalho de apoio às comunidades carentes, sobretudo na região Oeste de São Paulo. Seu engajamento em trabalhos sociais levou-o a experiências em comunidades do interior e também fora do Estado. Foi candidato a vereador em Cotia por duas vezes. Em 2007, ingressou no curso de Direito. O deputado é casado há 19 anos com Maria Deuseana da Silva Barbosa. Sua plataforma de trabalho engloba promoção social, segurança pública, saúde, educação e direito do consumidor.

Em 2006, Gilmaci foi eleito deputado estadual para seu primeiro mandato, com 65.188 votos. Em março de 2009, tornou-se presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB) no Estado de São Paulo. Durante os quatro anos de legislatura, o parlamentar apresentou inúmeros projetos de lei e hoje o PL 602, de 2007, é norma em todo o Estado, e obriga os fornecedores de serviços a disponibilizarem, nas faturas, o endereço completo de suas instalações comerciais. Outros projetos aguardam por votação, entre eles, o PL 295/2010, que proíbe a comercialização de pulseiras coloridas, conhecidas como "pulseiras do sexo" em todo o Estado; o projeto 671/2008, que proíbe a cobrança da "taxa de conveniência", variável sobre o valor do "ticket", na venda de ingressos para shows, teatro, cinema ou qualquer espetáculo pela internet; e o 1239/2009, que institui o "Programa de Combate ao 'Bullying'" nas escolas públicas e privadas do Estado.

Na última eleição, Gilmaci teve 96.976 votos; segundo ele, resultado da confiança conquistada nos últimos anos. Mas, para o parlamentar, o importante é continuar apresentando projetos de lei que atendam às necessidades dos mais desfavorecidos.

O deputado atende diariamente em seu gabinete políticos e moradores de diversas regiões e, por isso, segundo ele, é possível conhecer de perto os problemas que eles enfrentam. Durante sua legislatura, Santos apresentou proposituras destinadas ao consumidor, estudante, mulher, idoso e direito dos animais.



Fonte: PRB Nacional
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"O partido do Zé Alencar"

"O partido do Zé Alencar"

PRB MULHER - SC

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PRB JOVEM - SC

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